Algumas pessoas podem apresentar problemas de memória, porém não perceberem essas dificuldades ou por medo de um diagnóstico estigmatizante como o do Alzheimer, procurar não receber ajuda.
Se você notar mudanças na memória ou no comportamento de pessoas próximas, essas mudanças podem ser um sinal de algum problema de saúde que deve ser investigado. É difícil saber como conversar com elas sobre esses problemas, pois muitas vezes a pessoa pode não perceber as dificuldades dela. Por outro lado, nem sempre esses problemas vão significar que a pessoa tem demência, ela pode apresentar um comprometimento cognitivo leve ou ter outros problemas de saúde que não a demência os quais estão prejudicando a cognição delas.
Algumas instruções podem ajudar os familiares a iniciar a abordagem sobre as queixas de memória com a pessoa acometida:
1. Avalie a situação
Que mudanças na memória, pensamento ou comportamento diferente foi percebido e que está causando preocupação?
2. O que mais está acontecendo?
Várias condições podem causar alterações na memória, pensamento e comportamento. Que problemas de saúde ou estilo de vida podem ser um fator? Por exemplo, estresse familiar, estilismo ou problemas de saúde como diabetes ou depressão.
3. Saiba mais sobre os sinais de demências e os benefícios de um diagnóstico precoce.
Use as informações sobre os sintomas de demência descritas nesse guia e veja se você percebe algum dos sinais na pessoa com quem está preocupado?
4. Alguém mais notou a(s) mudança(s)?
Descubra se amigos e familiares viram mudanças.
5. Tente conversar com a pessoa, planeje antecipadamente a conversa.
É importante pensar em quem deve ter a conversa para discutir preocupações, pode um familiar ou amigo de confiança, ou uma combinação deles. Geralmente é melhor falar individualmente para que a pessoa não se sinta ameaçada por um grupo, mas use seu bom senso para determinar o que provavelmente será mais confortável para o indivíduo.
6. Qual o melhor horário e local para conversar?
Tenha a conversa o mais rápido possível. Além de escolher uma data e horário, considere onde a pessoa se sentirá mais confortável.
7. O que será dito?
Planeje antes que você ou a pessoa que está conversando vai dizer, tente frases como:
“Percebi uma mudança em você e estou preocupado. Você tem notado isso? Você está preocupado?”
“Como você tem se sentido ultimamente? Você não parecia você mesmo.”
“Eu notei você [exemplo específico] e isso me preocupou. Aconteceu mais alguma coisa assim?”
8. Ofereça-se para ir com a pessoa ao médico.
Pergunte à pessoa se ela irá consultar um médico e mostre seu apoio oferecendo-se para ir à consulta. Você pode encorajá-la com explicando que há muitas coisas que podem causar esses sintomas e que o médico pode ajudar a descobrir o que está acontecendo e que quanto mais cedo vocês souberem o que está causando esses problemas, mais cedo poderão resolvê-los.
9. Se necessário, tenha várias conversas.
A primeira conversa pode não ser bem-sucedida. Anote algumas informações sobre a experiência inicial para ajudar a planejar a próxima conversa, como o local, o que funcionou bem, o que não foi bom e o que pode ser feito diferente da próxima vez.
10. Peça ajuda
Você pode tentar falar com profissionais especializados antes e até conversar com o médico sobre suas preocupações antes de levar a pessoa ao atendimento.